Novo administrador recebe entidades para discutir cultura e meio ambiente

A manhã da quinta-feira, 4 de abril, foi bastante movimentada na  Administração Regional de Sobradinho, onde o novo administrador da Cidade, Valter  Soares Leite, recebeu dezenas de representantes de movimentos culturais e ambientais para discutir a recuperação do Ribeirão Sobradinho, a situação do Parque Canela de Ema e do Pólo de Cinema e Vídeo Grande Otelo , além do uso adequado da Casa do Ribeirão, da Quadra 9.

Os quatro itens são de extrema relevância para a qualidade de vida da região e, há muito, vêm sendo objeto de preocupação e cobrança das comunidades de Sobradinho e Sobradinho II.

Logo ao iniciar a reunião, no entanto, os participantes receberam uma boa notícia do representante da  Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Cláudio Odilon, dando conta de que a Agência contratou uma empresa  para diagnosticar a situação do Ribeirão Sobradinho e, a partir dos resultados  da análise, iniciar ações para recuperação do curso d’água que corta a cidade, sendo sua mata ciliar um verdadeiro cartão postal.

Gerações futuras – O professor Raimundo, ecologista que vem apontando os problemas ambientais de Sobradinho, no entanto, reclamou de que os administradores que sentam  na cadeira da AR recebem  as comissões, discutem o problema, mas nada de prático fazem para salvar o Ribeirão.

O professor alegou que ele e sua equipe fizeram grande esforço, trabalharam de forma voluntária, elaboraram documentos que foram entregues à administradora anterior, mas nada aconteceu. Para o pesquisador, é necessário um trabalho decente para salvar o Ribeirão para, assim, podermos legar algo às futuras gerações.

Já o maestro Alex Paz, que é membro do Conselho Regional de Cultura, sugeriu que o pessoal das artes se una aos ambientalistas e passem a usar a Casa do Ribeirão como ponto de apoio para atividades educativas ligadas ao meio ambiente e às artes.

Poligonal – A questão do uso da Casa pelas entidades ambientais e culturais foi levantado, semanas atrás, por Jurandy,em reunião com  o deputado Wasny de Roure, que é presidente da Comissão de Cultura da Câmara Legislativa. Jurandy, que é assessor de Wasny, também solicitou a reunião com o administrador de Sobradinho.

A representante dos defensores do Parque Canela da Ema, Ana Schramm, depois de fazer uma apresentação sobre os parques da região, disse que o Córrego Paranoazinho e as principais nascentes da devem ser incluídos na poligonal do Canela, as entidades devem construir uma agenda para a Casa do Ribeirão e criar o Conselho do Meio Ambiente.

Polo – O cineasta Pedro Lacerda, por sua vez, mostrou-se preocupado com a situação do Polo de Cinema e Vídeo Grande Otelo. Ele disse que se o Pólo não funciona como tal, não é por culpa dos cineastas que têm, inclusive, um projeto para desenvolver a indústria do audiovisual  no local.

O cineasta, no entanto, vê como vantagem a manutenção dos mais de 400 hectares da área da forma que está, já que o local, segundo ele,  funciona como uma caixa d’água das duas cidades por estar em local alto e abrigar nascentes. “A preservação daquela área florestal é benéfica para a qualidade de vida, mas já tem até construtora rondando a região”, denunciou Lacerda, temendo a indigitada especulação imobiliária.

O turismólogo, Jarbas Chagas, que também está comprometido com a salvação do Canela da Ema, afirmou que o parque pode ser criado por decreto do governador. O que, para ele, deve ser feito o quanto antes, pois a flora e a fauna estão sendo prejudicadas por ações equivocadas. Ele vê o local vocacionado ao turismo e colocou seus conhecimentos à disposição dos interessados.

Quintal – O administrador Valter Soares, que acolheu a todos com muita simpatia, disse que a sua primeira ação ao assumir o cargo foi visitar a Casa do Ribeirão. Lá, ele pôde constatar o estado de abandono do local.

Preocupado com a situação, Valter incluiu na programação do aniversário da Cidade o plantio de mudas no “quintal’ da Casa, no próximo dia 20. Ação para a qual ele convida a comunidade. Ele confessou que tem muito carinho pelo local, pois sua mãe trabalhou lá.

O novo administrador de Sobradinho se colocou à disposição das entidades para tocar todas as demandas e sugeriu a criação do grupo “Casa do Ribeirão”, no WhatsApp, que já está no ar.

Fonte: Jose Edmar Gomes – Folha da Serra

Foto: Clives Sampaio

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