Sucesso do cancioneiro sertanejo, Asa Branca completa 70 anos

Há 70 anos, o sofrimento do amor deixado para trás e o exílio forçado por conta da seca do sertão nordestino ficaram eternizados no cancioneiro brasileiro com a música Asa Branca. Gravada pela primeira vez em 3 de março de 1947 nos estúdios da RCA Victor, no Rio de Janeiro, Asa Branca demorou dois anos para ser finalizada por Luiz Gonzaga, em parceria com o médico Humberto Teixeira. A música tornou-se o hino do nordestino e reflete, como poucas canções, o brasileiro – em 2009, ficou na quarta posição em lista feita pela revista Rolling Stone Brasil entre as 100 maiores músicas da história brasileira. Luiz Gonzaga ajudou a popularizar os versos de Asa Branca ao tocar a música em sua primeira aparição no cinema, no filme ‘O Mundo é um Pandeiro’. A versão original da música, em toada, caiu no gosto popular e logo depois foi gravada em ritmo de baião. Atualmente existem centenas de versões do sucesso, em português e outros idiomas. Entre as canções da MPB, é uma das mais regravadas. Há versões em diversos ritmos: à capela, interpretadas por bandas e orquestras. Grandes nomes da música brasileira também já cantaram os versos de Asa Branca, como Caetano Veloso e Raul Seixas.

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Asa Branca completa 70 anos
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Dico de Ouro, Álbum Cintura Fina – Asa Branca

Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor e cantor brasileiro. Conhecido como o Rei do Baião, ele foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira.

Admirado por músicos como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, o genial instrumentista e sofisticado criador de melodias e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções “Baião” (1946), “Asa Branca” (1947), “Siridó” (1948), “Juazeiro” (1948), “Qui Nem Jiló” (1949) e “Baião de Dois” (1950).

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