Al Jarreau morreu aos 76 anos

Aos 76 anos, morre o cantor Al Jarreau
Al Jarreau morreu aos 76 anos, neste domingo, 12. Em seu site oficial, os representantes do músico confirmaram a informação.

Os familiares ainda pediram para que os fãs não enviem flores ou presentes, mas façam contribuições para a Wisconsin Foundation for School Music.

Sete vezes ganhador do Prêmio Grammy – em variadas categorias, entre elas, jazz, pop e R&B – morreu em um hospital de Los Angeles, dias depois de anunciar que ia se aposentar devido à exaustão. Não se sabe a causa de sua morte, mas, há seis anos, sofreu problemas respiratórios durante uma viagem à França.

Há apenas alguns meses, o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama lhe prestou uma homenagem na Casa Branca, no Dia Internacional do Jazz.

Um dos maiores sucessos de Al Jarreau foi “Moonlighting”, a música tema do seriado cult dos anos 80 de mesmo nome e conhecido no Brasil como “A Gata e o Rato”, o primeiro sucesso do ator Bruce Willis. “Sua segunda prioridade na vida era a música”, declarou seu representante, Joe Gordon, em um comunicado postado no site do cantor.

Nascido em 12 de março de 1940 em Milwaukee (norte), Alwyn Lopez Jarreau era filho de um pastor e de uma pianista de igreja, começou a cantar muito jovem nos bares de sua cidade natal, onde sua voz não passou despercebida. Depois estudou psicologia, sem jamais abandonar a música. Fez nome em Los Angeles, Nova York e por meio de suas aparições na televisão.

No início dos anos 1970, começou a compor suas próprias canções, como “Lock all the gates” e “Sweet potato pie”. Em 2006, uniu-se a George Benson para produzir o álbum “Givin’It Up”. Paul McCartney, Herbie Hancock e Marcus Miller foram alguns dos músicos convidados para esse disco. Foi um dos artistas que cantaram, em 1985, o tema “We Are the World”, música escrita por Michael Jackson e Lionel Richie para arrecadar dinheiro contra a fome que castigava a Etiópia.

Sempre elegante, geralmente usando gorro ou boina preta, Jarreau foi um homem generoso e refinado, muitas vezes desdenhado pelos puristas do jazz que o consideravam um cantor de variedades, algo que não o incomodava em nada.

“Minha principal contribuição para a música terá consistido em introduzir o ritmo no registro vocal”, resumiu em cerca ocasião.

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